Inspiradas nas cartas do Tarot, as histórias de mulheres reais são transformadas em mitopoéticas e narradas em um jogo cênico que combina palavra, corpo e música.
As apresentações acontecem em espaços de trauma, como locais ligados à Inquisição, estabelecendo uma ponte entre o patrimônio material — os sítios históricos marcados pela memória da violência — e o patrimônio imaterial — a oralidade feminina. Essa aproximação dos patrimônios busca revelar narrativas ainda não contadas, ressignificando esses lugares de dor por meio de uma poética do cuidado e da arte.
Durante a performance, quatro cartas do baralho-oráculo são sorteadas e projetadas no corpo da narradora, em um gesto simbólico de mediação entre Sandra Lessa e as vidas narradas. Cada história ganha vida em cena, conectando o público a um rito que celebra e ressignifica o feminino, transformando as memórias e os espaços em experiências de escuta e encantamento.
O público é convidado a mergulhar neste diálogo entre memória, arte e história, onde as vozes das mulheres ecoam para reencantar e reimaginar o passado.













